Terça-feira, 15 de Março de 2011

Terça-feira, 8 de Março de 2011

#45 - Manto branco


Este fim-de-semana foi um recarregar de pilhas. A Estrela estava branquinha e o sol brilhou, libertando-nos para a brincadeira e para os passeios em Manteigas, no Vale Glaciar, nas Penhas da Saúde. Pernoitámos na Pousada de S. Lourenço. Que vista! Fomos ver de perto as cascatas, os riachos, a Lagoa Comprida, o Vale Glaciar, as ovelhas e as vacas, as casas dos pastores, as padarias e as mercearias de aldeia. E as perguntas foram mais que muitas!!! Já tinha experimentado o ski, por isso o trenó encheu-lhe as medidas.  Assim, regressámos exaustas, mas cheias de pequenas histórias, de gargalhadas sem fim, de momentos muito doces, de "primeiras vezes" inesquecíveis e de muita energia. Para trás deixámos os problemas, os stresses e ...a carteira mais leve!

#44 - Vinhos II (tintos)

Dois dias, ou melhor, duas noites. Dois Jantares. Dois ambientes distintos. Dois repastos nota cinco. Duas excelentes companhias, apreciadoras de vinho. E conhecedoras. De longe, sou sempre a mais leiga nesta matéria.

E como o vinho é sempre um bom pretexto para um serão bem passado, aqui ficam as apreciações:

O primeiro acompanhou a estreia no "Fio de Azeite", em Leiria. Restaurante recente, de tons pastel, sóbrio mas sem aquele "clic" de personalidade. Molduras Ikea e uma frase de Pablo Neruda, adornam as paredes! A carta é simpática embora  parca, mas como o melhor vem no fim, o serviço é de uma simpatia e eficiência que deixa grande parte dos "da cidade" abaixo dos calcanhares! A carta de vinhos é bastante razoável e a decisão para acompanhar  os saborosos pratos de "magret de pato" e "codornizes à-qualquer-coisa" foi  este Meandro Tinto de 2008, servido à temperatura ideal!!! Conquistou-me esta boa  quantidade de taninos! Vigoroso, muito atractivo. A história do Vale Meão, e das zangas entre quintas já as sei de cor!                                                                                    

O segundo, Castello d'Alba Reserva 2007, foi uma aposta pessoal para acompanhar um jantar frugal de grandes amigos na "Quinta"! Desconhecedora por completo deste néctar, está aprovada a relação qualidade/preço! Ou porque as tâmaras com bacon, a alheira e o arroz de pato pediam um vinho corpulento ou porque a conversa e as gargalhadas pareciam não ter fim, "nós duas" esvaziámos uma garrafa. Isto, porque não havia outra igual! De qualquer modo, houve quem esvaziasse uma outra garrafa...mas de coca-cola de 1,5l. "Nós duas" agradecemos! Ao Castello d'Alba, registo-o como um "Douro excepcional".

No final, a rolha de cortiça trazia brinde:"There is more philosophy in a bottle of wine than in all books", Pasteur.

Segunda-feira, 7 de Março de 2011

#43 - Pequenos nadas

Não esquecer que há experiências que não devo ousar repetir, tais como dormir 14 horas em 5 dias!! E ainda por cima quando culmina com uma auditoria. Mas para a desforra há semanas de 7 dias, em que o tempo parece que pára ou se multiplica e chega para tudo.

Trabalhar 5 dias por semana, 8 horas por dia é coisa banal. Mas chegar a casa, ainda com o sol a brilhar, ir fazer caminhadas de 10 km, mimar o corpo após um dia desgastante, jantar com um amigo num italiano, aceitar o convite de uma amiga para ir lanchar-que-é-como-quem-diz-um-quase-jantar de shopping e dar à língua sobre aqueles assuntos que nos lembram sempre que somos gajas, cozinhar para três aquelas refeições de improviso cujo trinómio é vinho, chocolate e morangos, ter reuniões profissionais fora de horas em locais longe da vista, esquematizar as férias anuais, fazer uns contactos e organizar actividades infantis para um futuro programa da Páscoa, preparar toda uma festa de aniversário que está para breve, ver a mais-que-tudo super feliz, ir beber umas caipirinhas e (re)ver e poder contar com amigas, ser surpreendida com um bolo no local de trabalho, jantar com amigos até que as bochechas nos doam de tanto rir, dormir um sono tranquilo, acordar ao som de música a bombar, tomar o pequeno-almoço numa esplanada cheia de sol, ler as grandes do jornal, devorar a "Fugas", cheirar uma feira do livro e ainda ter umas horas de sofá, tudo isto não é vulgar. Para resumir, a vida tão simples é boa!

Sábado, 5 de Março de 2011

Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

#41 - Esplanadas

Coisa simples da vida. Ler o jornal numa esplanada. Que com gargalhadas de fundo e o sol a bater valem por muito. E assim foi. E que as tardes soalheiras permaneçam. Afinal "a vida é feita de pequenos nadas" ...como diz o Sérgio!

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

#40 - Borlas...

Ooooohhhh que chatice!

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Um "Hoje" solidário

Foi Sérgio Godinho quem abriu o espectáculo de apresentação do cd “Hoje” de Fernando Seabra Santos (fundador da “Brigada Victor Jara”), no Casino da Figueira da Foz. Seguiram-se Paula Oliveira, Manuel Freire, Camané, Vitorino, Filipa Pais, Luís Represas e três dos Coros da Universidade de Coimbra. Em falta, Martinho da Vila e Cristina Branco, também eles intérpretes deste trabalho conjunto. Num concerto que reverteu a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, escolhemos o melhor ângulo para “sentir” um desfile de excelentes cantores, compositores e intérpretes de música portuguesa.
Do Sérgio Godinho, que já me habituei a “gostar em demasia”, confesso que esperava mais. O “escritor de canções”, como ele se define, ficou aquém na interpretação da canção do Autor da noite, ganhando alguns pontos de simpatia ao brindar o público, à viola, com “Lisboa que amanhece”. O destaque foi para Manuel Freire, que envolto na sua simplicidade, entoou a “Pedra Filosofal” e ainda teve oportunidade para contar uma pequena história de há 40 anos que prendeu a atenção dos presentes. Vitorino foi uma vez mais igual a ele próprio. No seu melhor. Assumiu o engano na letra original do cd, mas de seguida, foi com um tema de Zeca Afonso - "A morte saiu à rua" – que se consolidou o momento alto da noite: os cinco músicos que estavam em palco a darem o “show de bola”!!! Destaque para o violoncelo, o piano e a bateria. Excelente, mesmo!!! Diria, a cereja no topo do bolo. Por último, Luis Represas – outro dos meus favoritos – contagiou na alegria e no prazer das canções que interpretou. Nota zero quando, em cima do palco, lhe sai no meio de uma frase um “dificilíssimo”! Enfim…prefiro pensar que qualquer um se engana!
As duas horas de espectáculo terminaram, após breves palavras do Autor, ao som dos três coros da Universidade de Coimbra, com o tema principal “Hoje”.
Sob o signo da melhor companhia e de estômago vazio, coloquei o stress de mollho e aplaudi uma iniciativa, certamente de difícil gestão mas com sucesso assegurado.

Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

#39 - Dias infinitos

Sabem aqueles "such a perfect day"?
Em que temos tempo para fazer tudo e mais alguma coisa? E em que conseguimos estar com quem gostamos e já não vemos há muito tempo? E em que fazemos coisas que já não fazíamos há meses? E onde tudo corre mais do que bem? E em que confirmamos que temos os melhores filhos do mundo? E também o melhor animal do planeta? Sim, e os melhores amigos do mundo!
Pois bem, este foi um desses. Daqueles que enchem o peito para a semana toda.
E agora vou dormir porque amanhã para além de segunda-feira é dia 7, número que odeio!